A influenciadora Deolane Bezerra sofreu mais um revés nesta terça (9) e continuará presa na Penitenciária Feminina de Tupi Paulista, no interior de São Paulo, a cerca de 670 km da capital. O STJ (Superior Tribunal de Justiça) decidiu, por unanimidade, que o caso exige uma análise mais profunda e recomendou que o TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo) avalie os pedidos da defesa com “celeridade”.
Entenda a notícia:
O ministro Ribeiro Dantas, relator do caso, afirmou que não haveria qualquer ilegalidade e que a prisão preventiva da advogada “parece estar fundamentada na garantia da ordem pública". As informações são do jornal O Globo.
Aury Lopes, advogado de Deolane, tentou derrubar a prisão preventiva ao afirmar que a medida seria desproporcional. Também alegou que a filha da influenciadora, de nove anos, estaria em situação de vulnerabilidade com a mãe na cadeia.
O MPF (Ministério Público Federal), porém, defendeu a manutenção da prisão. A Procuradoria argumentou que há diferença entre uma mãe cometer um ato ilícito de forma isolada e a suspeita de envolvimento em crimes praticados de maneira contínua e reiterada.
Deolane foi indiciada pela Polícia Civil em 29 de maio, após a conclusão do relatório da Operação Vérnix, deflagrada para desarticular um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao PCC (Primeiro Comando da Capital). A investigação chegou até a advogada por causa da proximidade dela com Everton de Souza, conhecido como Player e Temer.
Souza é apontado como intermediador financeiro da facção. Ele seria responsável por distribuir recursos a Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, apontado como líder do PCC, e a Alejandro Juvenal Herbas Camacho Junior, irmão dele.
A viúva de MC Kevin (1998-2021) é acusada de receber transferências de uma transportadora apontada como empresa de fachada para lavar dinheiro da organização criminosa. A polícia também suspeita que ela tenha participado de um esquema de ocultação de patrimônio.
Ele recebeu R$ 28,7 mil da empresa por transferências bancárias e orientava o sócio-administrador a fazer depósitos para Deolane. Para a polícia, não havia justificativa legal para os pagamentos.
Em 2021, investigadores encontraram no celular do sócio-administrador comprovantes de depósitos que somavam R$ 24,5 mil enviados diretamente para a influenciadora. Entre 2018 e 2021, ela também teria recebido mais de R$ 1 milhão em depósitos em espécie, sem origem comprovada. A defesa sustenta que os valores correspondem a pagamentos por sua atuação como advogada.
Deolane também aparece como representante legal de Souza e como testemunha em casos nos quais ele é apontado como vítima. Depoimentos de ex-integrantes da facção e publicações nas redes sociais confirmaram, segundo a polícia, a relação de proximidade entre os dois. Ele chegou a ser visto em eventos da família da advogada.
O relatório da Operação Vérnix foi enviado ao TJ-SP, que agora deverá analisar as medidas solicitadas pela polícia. Entre os pedidos estão novas sanções patrimoniais contra os indiciados, como o bloqueio de veículos apreendidos e a guarda judicial de joias e relógios.
Mín. 19° Máx. 33°
Mín. 19° Máx. 33°
Tempo limpoMín. 20° Máx. 33°
Tempo nublado